sábado, 28 de agosto de 2010

Por favor

Por favor

Por favor
Alguém me chame do outro lado
Quero ouvir vozes amigas
Que me façam bem esta noite
Que me deitem no lençol puro da consciência tranquila

Por favor
Alguém me acorde pra valer desse sonho louco
Desses marejados olhos que ficaram
Que restaram desde quando eu nunca mais te ouvi
E agora apertam firme pra não permitir
Que o lamento escorra numa imensidão

Por favor
Não digas o meu nome onde estiver
Não quero correr o risco de te escutar
O tempo não é suficiente pra te apagar
Não espere ouvir eu te chamar também...

Por favor
Tenha compaixão de mim, meu tempo tão querido
Apague o que sobrou de um amor antigo
E tente me lembrar todas as vezes que eu sofrer, amigo
Que a vida recomeça quando eu quiser

Por favor
Entenda, não sou tão perfeito quanto gostaria de ser

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Jornada de vida















Corrida diária

Corro, corro, corro...
E o dia passa, e as horas se repetem no tabuleiro solsístico
E o trabalho cansa, e se cansa, e tira o fôlego aflito.

Corro, corro, corro...
E a conta vence, e o salário vence, e o mês já foi
E a cama cansa, e se cansa, e não descansa.

Corro, corro, corro...
E vou, e volto, e retorno, e revou
E a mesa posta, e o almoço feito, e eu não como.

Corro, corro, corro...
De um lado para outro, de outro para cá e de ponta cabeça
E a escova de dente ressente, e a pasta gasta e a água fria resfria.

Corro, corro, corro...
Contra a chuva, com o vento, a favor de uns, contra todos
E a raiva passa, e a dor se esquece, e o remédio acaba.

Corro, corro, corro...
E o coração dispara, e a espinha gela, e a cabeça esquenta
E a internet pifa, o computador enguiça e a paciência esguia.

Só corro, só corro, socorro...

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Recomendo o filme alemão "Corra, Lola, corra!", (Lola Rennt - 1998).

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Procura-se, viva ou morta, a sinceridade!

Um amigo meu visitou este blog e, para o meu espanto, comentou: "Blog da Sinceridade? Ah, fala sério!". O problema é que tenho falado sério todos esses meses. Aliás, falar sério é diferente de ser sincero. Sinceridade é tão mais expositivo que até já rendeu quadro no Fantástico, sem contar que em todo show de humor (que me contradiga os comediantes de stand up) a sinceridade é o ponto fundamental de uma boa risada. É praticamente a volta ao teatro de Gil Vicente, quando rindo castigavam-se os costumes.
E como temos o costume de fazer política da boa vizinhança para aumentar a lista de "amigos"... Na TV isso é muito mais visível, o que me chateia profundamente quando arrisco algumas horas do meu tempo contado em parar minha atenção em direção ao tubo catódico ou caótico, sei lá...
Convenhamos, vivemos atualmente, pelo menos na TV aberta, a cultura do ridículo, ou seja, a do quanto pior e mais escrachado melhor, porque é assim que o povo entende e é assim que o povo gosta. Ah, para com isso! Quer dizer que, enquanto o povo estiver ouvindo e vendo m...da, é só isso que daremos? Será que não valeria a pena mostrar o que é que há fora do círculo luminoso mais intenso da lanterna?
Sejamos sinceros pelo menos um minuto por dia com nós mesmos e veremos o quão errado tem sido nossos julgamentos em relação ao que é bom ou ruim.

1. Emos: não é possível um jovem, por mais louco ou revoltado (mesmo que sem causa alguma) acredite que usar cabelos descortados, picotados, abarrotados, remendados e grudados (muitas vezes com cola) seja legal. Chega a ser nojento o visual de boa parte dessa galera. Gente, pra ser emotivo não é necessário ser horripilante!

2. Ídolos mirins: até entendo os deslumbres das menininhas da idade, mas sejamos sinceros, são ruins que dói. Por que é que só coisa ruim atrai essa juventude?

3. Programas dominicais: tem coisa pior? Todos são adeptos da mesma fórmula que já cheira a mofo. Gugu já fazia há 25 anos o que Ana Hickmann e Eliana fazem hoje, só que naquela época era novidade!

4. Filho(a) de artista: nem sempre leva jeito pra atividade que os pais exercem. Um bom exemplo é tal do filho do Fábio Júnior. Um depoimento dele no Fantástico de ontem foi o pior que ele poderia ter dado num quadro chamado "Jogo da Verdade". Segundo ele, os amigos de escola viviam falando que ele tinha que estudar muito pra tirar as melhores notas e mostrar que era filho de quem era, e hoje, ele está aí, fazendo sucesso e um monte de show. Sem comentários!

5. Monstros sagrados: uma verdadeira avalanche de elogios sai da boca de apresentadores de TV, não só de Faustão, que pode ser considerado ícone nesse gênero, mas de todos que se aventuram à frente de uma câmera. Confundem entretenimento com elogios. Será que é tão difícil falar a verdade vez ou outra sem ter que puxar o saco da atração. E se engana quem pensa que isso é privilégio de programa de TV. Na imprensa escrita a coisa é até pior.

6. Direitos das crianças e dos jovens: criança tem direito a ser educado, ou seja, a única coisa que eles têm que fazer é estudar e brincar. Essa coisa de que tem que haver diálogo entre pais e filhos ao invés de uma palmada é medida para se criar delinquentes. Os a favor do projeto de lei que transforma a palmada em crime são uníssonos: preferem dar castigos como tirar o videogame e a internet a dar uma palmadinha que seja. E dizem que o melhor é conversar e explicar para a criança. Ora, existem situações diversas, assim como crianças e crianças. Às vezes, a palmada tem que acontecer sim senhor. E é diferente de se espancar os filhos, é bom que se diga, mas minha geração repetiu de ano na escola, apanhou das pais e nem por isso crescemos revoltados.

Bom, por hoje chega de ser sincero! Agora joguem pedras à vontade no post acima, afinal, sejamos sinceros, o que o ser humano mais gosta de fazer é falar mal dos outros! rsrsrs

Abraço a todos!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Um tapa no "visual"

Hoje peguei meus óculos novos. Após sete anos, atualizei os graus dos olhos e escolhi uma nova armação. Apoiei-lhe no nariz e pronto! Lá estava um novo mundo. Não que eu não enxergasse antes, pois há anos forjo a destreza de uma boa visão usando lentes de contato. Aliás, elas me libertaram do enfadonho destino de andar carregando grades em frente aos olhos. Mas, desta vez foi diferente. Desejei libertar-me um pouquinho que fosse do castigo de ter que enfiar o dedo nos olhos todos os dias, querendo ou não.
Mas, voltando ao enredo, um novo mundo surgiu à frente, mais nítido é fato, mas um tanto menos glamuroso. Estava tudo em seu lugar, apesar das linhas não estarem lá essa retilinearidade toda.
Os primeiros passos na rua foram os de Colombo ao chegar na América pensando se tratar da Índia. Pés cautelosos por não perceberem a tradicional ajuda dos olhos como antes. No espelho, um rosto agora mais suave do que antes, com os óculos antigos que eu só usava nos finais de semana.
Minha novas lentes já estão sendo produzidas e, em breve, estarão complementando o trabalho de minhas pupilas, mas vai ser bom poder novamente me esconder atrás de alguma coisa quando o mundo não convier, né não?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

É nessas horas...

É nessas horas...

Quando o sol nasce e a noite cai numa sexta-feira, anunciando o sábado que chega
É nessas horas que me lembro de você.

Quando vejo de quão frágil personagem a vida se reveste para encantar-nos
É nessas horas que, parece-me, posso ver você.

Quando canções que nunca ouvimos juntos soam pelo ar e trazem-me lembranças de uma vida que não vivi
É nessas horas que sinto tua mão batendo na palma da minha.

Quando escrevo, leio ou descubro coisas novas das quais você certamente gostaria de saber
É nessas horas que teus olhos me fazem falta.

Quando corro e sinto o vento bater em minha testa refrescando o suor que brota
É nessas horas que a barriga gela e a espinha arrepia ao pensar que você respira em outro lugar.

Quando acordo na madrugada e me pego revisando o passado e os porquês do tempo
É nessas horas que seus cabelos parecem confortar-me

Quando ando na multidão e te procuro em cada rosto como alguém que perdeu a direção correta da vida
É nessas horas e também em outras tantas que sinto você viva em meu ser e resolvo erguer a cabeça e seguir em frente, e sentir frio ou calor, mas sentir a vida, que embora não seja mais a mesma, ainda está aqui e ali e não deve ser desperdiçada.

É nessas horas que entendo que nascemos para sermos felizes, cada um com suas lembranças, que são o tempero da vida e dessas horas!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Curtas

Há 25 anos

Incrível a internet... encontrei recentemente uma paquerinha da 2ª série, que eu não via há 25 anos. Hoje, ela está casada e é mãe de dois filhos. Surpreendeu-se quando fiz contato e revelei-lhe o quanto eu lembrava dela. É indescritível a sensação de revermos amigos de infância, ainda mais quando você os encontra com a mesma carinha de antes... Creio ter uma capacidade gigantesca para guardar bons momentos e pessoas importantes na minha vida, mesmo que nunca mais as veja!

Enfim, férias!

Dá pra acreditar? Finalmente, depois de meses aguentando os "pestes" e ficando rouco todos os dias, estou de férias da escola. Os dias de professor Tibúrcio voltam somente no dia 28 de julho. Até lá, me dedicarei apenas à minha segunda atividade, que tem sido minha luz no fim do túnel para o ano que vem. Mas, isso só revelarei no tempo certo. Pra não zicar! rsrs

Caso Bruno

Não aguento mais ouvir falar no caso. Como Bruno morava, vivia, batia, bebia, transava, comia, dormia, andava, cheirava e jogava já sabemos. Agora, que tal darmos um tempo para a polícia fazer o seu trabalho? Pô, até reconstituição fizeram para apresentar ao telespectador e os ossinhos da pobre Eliza ainda continuam sem paradeiro.

Copa do Mundo

Chega disso também... quem quer saber se o infeliz do Felipe Melo foi ou não o culpado pelo desastre da seleção? Só bobo mesmo. O cara tá cag*%¨$do pra isso! E o Dunga daqui a pouquinho tá treinando outra seleção também. Fico com dó é do coitado que gasta todo o dinheirinho suado do mês pra comprar camiseta (mesmo que pirateada), pagar ingresso pra ver esses otários jogadores de futebol batendo bola e enriquecendo cada vez mais. Isso sim. Portanto, chega, eu mudo de canal se falarem disso na TV.

Essas são as novidades dessa semana, mais só quando der vontade e tempo para fazer esse login e escrever.

domingo, 4 de julho de 2010

Tudo o que é sólido pode derreter!

Hoje, não sou eu quem vai escrever neste blog. Recebi uma indicação de uma série passada na TV Cultura, de um amigo-irmão, chamado Charlie, quer dizer, chamado Rafael, que, confesso, à primeira vista achei que não fosse das melhores. Mas, depois de assistir aos três primeiros capítulos, vi que a coisa é melhor do que eu esperava. Então, aí vai o e-mail de Charlie com a indicação. Vou postar na íntegra a descrição que o irmãozinho fez, pois está muito fiel à realidade da série. Espero que gostem!

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"E aí mano, blz?
Já ouviu falar da série "Tudo o que É Sólido Pode Derreter", da Cultura?
Então, é um verdadeiro achado! Em fevereiro, quando estava desempregado, cheguei em casa mais cedo numa sexta-feira. Liguei a TV e estava passando o que vim saber depois, a reprise do quarto episódio da série.

Trata do cotidiano de um grupo de adolescentes, centrado na figura de Thereza, uma jovem questionadora e que adora literatura. Os dilemas do cotidiano e dessa fase da vida são vistos sob a ótica de algumas grandes obras literárias brasileiras.

Não pense que o seriado é bobinho, por se tratar do mundo adolescente. Nada disso. Ao assistir cada um dos episódios, percebe-se o quanto foi concebido com a intenção de ser algo diferente. Fica evidente que foi feito com muito amor, e com um cuidado que confere um charme irresistível à série. Tem 13 capítulos, que você assiste por aqui:


Tudo o que é sólido pode derreter!

É tudo de primeiro nível. Os personagens são muito cativantes! E os atores, muito talentosos! Destaque para a protagonista, Mayara Constantino, que esbanja talento e carisma, com conteúdo! Ela é demais! E o sorriso dela amanhece qualquer escuridão! A atriz tem ar de pré-adolescente, mas na verdade tem 22 anos, é discreta e deixa entrever que é muito mais madura do que parece.


A gente poderia com acerto chamar "Tudo que É Sólido Pode Derreter" de "O Fantástico Mundo de Thereza", com referência ao desenho "O Fantástico Mundo de Bobby", só que com substância."

domingo, 27 de junho de 2010

Voltei!

Nossa, deixei o blog sozinho um mês...
E pra falar a verdade, não sei o que aconteceu. Simplesmente não tive vontade de escrever, apesar de sempre lembrar dele e ter assuntos para escrever. Às vezes acontece isso comigo, de perder a vontade de elaborar sílabas, depois palavras, depois frases, orações, períodos, parágrafos e, por fim, textos. Prefiro pensar que isso seja apenas uma vaidade da minha alma, a vaidade de querer se esconder um pouquinho, ou pelo menos de não se mostrar tanto, ao invés de encanar com a pergunta imbecil: como posso ser um bom escritor se às vezes perco a vontade de escrever? Bom, a resposta já foi dada acima e nunca mais me dirija uma pergunta desse naipe, sua consciência desvairada, sua neurose pouco sensata! Sim, porque até para ser neurose necessita ser lógica!
O fato é que assuntos não me faltaram nesses últimos dias (30), mas o belíssimo pecado da preguiça (que não deveria ser pecado, mas simples advertência) me impediu de relatá-los. Pois bem...

1- Óleo de peróba em falta
Sim, senhores! Ouvi a conversa de duas donas de casa num hipermercado da cidade comentando o fato. Aquele óleo que serve para lustrar madeira desapareceu das prateleiras dos supermercados jundiaienses. Deve ser pelo crescimento expressivo do número de políticos na cidade. Só pode! Kit obrigatório para iniciar uma carreira astronômica.

2- Falecimento
É triste quando acontece e, no dia 7 deste mês, aconteceu na escola pública em que leciono. A professora de Língua Portuguesa, Léo, não sobreviveu a um acidente de carro no Estado do Paraná, durante um final de semana que visitava seus familiares. O carro em que viajava capotou e ela foi a única dos cinco ocupantes a ser arremessada para fora do veículo, falecendo imediatamente. Ia no banco traseiro e era a única também a não usar o cinto de segurança. Foi muito triste notar sua ausência na segunda-feira posterior. O fato de uma professora tão cheia de vida e tão alegre desaparecer de nosso convívio de uma hora para outra me fez refletir sobre o quão ingênuos somos ao buscarmos o estável. A vida não é estável e isso deveria nos bastar como lição de como viver!

3- Copa do Mundo
Que o Brasil é um país idiota quando se trata de Copa do Mundo, todo mundo reconhece. É tanta pretensão, que as transmissões globais se tornam patéticas. Mas, quem é que consegue ficar imune a tanta emoção? Afinal, o evento só ocorre a cada quatro anos. Mas com esse time eu não sei não... sinto bons ventos soprando para o lado da Argentina! Espero estar enganado!

4- Bateu a preguiça de novo! Volto quando passar! rsrs

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vida de professor!

Mesmo sabendo da enorme sinceridade das crianças, ainda assim é meio estranho se deparar com presentes como este aí do lado, que eu recebi em meados de abril, de um dos meus alunos "pestinhas", embora eu até hoje não saiba exatamente qual deles foi o autor da obra-prima. O desenho foi o centro das atenções na sala dos professores, que insistem em me dizer que tenho que ser mais enérgico com o pessoalzinho das quintas séries. Sinceramente, não sei o que fazer, então alterno o comportamento entre sargento e amigo. Por mais recomendações que me dão, não dá para ser sargento o tempo inteiro, pois eles, além de pestes, são crianças amáveis...


Outra pérola entre os souvenirs que carrego comigo, é esta carta bem ao estilo de fã de menudo... entregue a mim pela Fernanda Felix, minha aluna da quinta série D. Ao receber, não sabia o que falar. Agredeci secamente, mas grandemente comovido. E quando eu achava que já tinha visto de tudo, fazendo as notas do primeiro bimestre da turminha, decobri esta última carta entranhada no meu diário de classe, assinada apenas com um apelido: Dindi. Na aula seguinte, a autora da façanha se revelou: Ingrid, minha aluna e filha de uma diarista que, vez por outra, dá um trato na minha casa. A engraçadinha veio e perguntou: o senhor achou alguma coisa na sua caderneta? Eu, com cara de babaca enganado, sorri sem saber o que falar. - Meu apelido é Dindi. O senhor gostou do desenho que fiz pro senhor?
- Claro que gostei, respondi. Mas não faça mais isso, não é certo você mexer nas minhas coisas!
Essa é a vida de professor. Você vai do céu ao inferno em poucos segundos, como naquele brinquedinho do Hopi Hari, a Torre, na qual mal sai de um estado e já está no outro. Mas, confesso que esta tem sido uma experiência e tanto na minha vida. E como sei que é uma fase que vai durar muito pouco, tenho tentado aproveitá-la ao máximo, apesar da imensa cobrança que também há nesta carreira linda e digna, mas infelizmente tão desvalorizada pelo governo e pela sociedade de um modo geral.

sábado, 15 de maio de 2010

Seu olhar já me chamou... eu vou!


Caminho pro interior
(Bruna Caram/composição: Otávio Toledo)

A manhã nasceu lá fora
O meu tempo é mesmo agora
Já vesti a roupa colorida
Na cabeça vem aquele verso
Sobre o meu novo universo
A canção que é minha preferida
Nesse rio sei andar na beira
Desvario é essa cachoeira
Trilha subindo a mata
A vista que me arrebata
Essa estrada me chamou
Eu vou
Caminho pro interior

Quaresmeira se encheu de flores
Já calcei o velho tênis
Não tirei nosso bóttom da mochila
Ter de novo sua mão na minha
A razão por que andou sozinha
Nem sei mais, um sentimento não vacila
Escutei sua voz no vento
Coração salta no meu peito
Estou de alma lavada
Não chove mais na minha estrada

Seu olhar já me chamou
Eu vou
Caminho pro interior
Depois da inutilidade do último post (tá certo, Ada, não foi tão inútil assim...), trago a todos que desconhecem essa fenomenal cantora de MPB: Bruna Caram - aliás, fenomenal e linda. Uma vergonha para o gênero masculino, que insiste em ficar fazendo duplinhas sertanejas e os mais diversos bondes.
A música acima integra um dos discos dela e pode ser ouvida (e vista) na Jukebox ao lado.

Espero que gostem da dica!