terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Se tiver uma chance de dar errado, adivinha o que acontecerá...

Bastou eu postar meu ódio do calor de dezembro que o tempo reagiu e trouxe frio. E o pior de tudo, um frio molhado, que eu detesto mais do que o próprio calor, principalmente quando estou com o carro quebrado em casa aguardando o mecânico que disse que viria se não chovesse. Foi então que, ontem, às 17h (horário do início da chuva que se estenderia até hoje), quando o mecânico começava o conserto, me lembrei da 1ª Lei de Murphy, que diz: "Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível".
Graças a Deus, o mecânico, inimigo de Murphy, resolveu aparecer mesmo com uma chuvinha irritante no rosto para resolver meu problema. Só espero que isso não encareça o serviço... alguém por favor, tampe os ouvidos do universo para que a Lei de Murphy não entre em ação.

Bom, aí vão os primeiros 50 princípios da Lei de Murphy, aquela responsável por você perder o ônibus que nunca atrasa ou ter o pneu de seu carro furado só porque naquele dia tinha um compromisso inadiável. 

1. Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.

2. Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.

3. Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

4. Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.

5. Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo.

6. Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada.

7. Seja qual for o resultado, haverá sempre alguém para:

a) interpretá-lo mal. b) falsificá-lo. c) dizer que já o tinha previsto em seu último relatório.

8. Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora.

9. Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.

10. Toda vez que se menciona alguma coisa: se é bom, acaba; se é ruim, acontece.

11. Em qualquer fórmula, as constantes (especialmente as registradas nos manuais de engenharia) deverão ser consideradas variáveis.

12. As peças que exigem maior manutenção ficarão no local mais inacessível do aparelho.

13. Se você tem alguma coisa há muito tempo, pode jogar fora. Se você jogar fora alguma coisa que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo.

14. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

15. Quando te ligam: a) se você tem caneta, não tem papel. b) se tem papel não tem caneta. c) se tem ambos ninguém liga.

16. A Natureza está sempre à favor da falha.

17. Entre dois acontecimentos prováveis, sempre acontece um improvável.

18. Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar.

19. Mesmo o objeto mais inanimado tem movimento suficiente para ficar na sua frente e provocar uma canelada.

20. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente.

21. A única falta que o juiz de futebol apita com absoluta certeza é aquela em que ele está absolutamente errado.

22. Por mais bem feito que seja o seu trabalho, o patrão sempre achará onde criticá-lo.

23. Nenhum patrão mantém um empregado que está certo o tempo todo.

24. Toda solução cria novos problemas.

25. Quando político fala em corrupção, os verbos são sempre usados no passado.

26. Você nunca vai pegar engarrafamento ou sinal fechado se saiu cedo demais para algum lugar.

27. Os assuntos mais simples são aqueles dos quais você não entende nada.

28. Dois monólogos não fazem um diálogo.

29. Se você é capaz de distinguir entre o bom e o mal conselho, então você não precisa de conselho.

30. Ninguém ficará batendo na sua porta, ou telefonando para você, se não houver trabalho algum a ser feito.

31. O trabalho mais chato é também o que menos paga.

32. Errar é humano. Perdoar não é a política da empresa.

33. Toda ideia revolucionária provoca três estágios: 1º. é impossível - não perca meu tempo. 2º. é possível, mas não vale o esforço 3º. eu sempre disse que era uma boa ideia.

34. A informação que obriga a uma mudança radical no projeto sempre chega ao projetista depois do trabalho terminado, executado e funcionando maravilhosamente (também conhecida como síndrome do: "Porra! Mas só agora!!!").

35. Um homem com um relógio sabe a hora certa. Um homem com dois relógios sabe apenas a média.

36. Inteligência tem limite. Burrice não.

37. Seis fases de um projeto: Entusiasmo; Desilusão; Pânico; Busca dos culpados; Punição dos inocentes; Glória aos não participantes.

38. Conversas sérias, que são necessárias, só acontecem quando você está com pressa.

39. Não se dorme até que os filhos façam cinco anos.

40. Não se dorme depois que eles fazem quinze.

41. O orçamento necessário é sempre o dobro do previsto. O tempo necessário é o triplo.

42. As variáveis variam menos que as constantes.

43. Pais que te amam não te deixam fazer nada. Pais liberais, não estão nem ai para você.

44. Entregas de caminhão que normalmente levam um dia levarão cinco quando você depender da entrega.

45. O único filho que ronca é o que quer dormir com você.

46. Assim que tiver esgotado todas as suas possibilidades e confessado seu fracasso, haverá uma solução simples e óbvia, claramente visível a qualquer outro idiota.

47. Qualquer programa quando começa a funcionar já está obsoleto.

48. Nenhuma bola vai parar em um vaso que você odeia.

49. Só quando um programa já está sendo usado há seis meses, é que se descobre um erro fundamental.

50. Crianças nunca ficam quietas para tirar fotos, e ficam absolutamente imóveis diante de uma câmera filmadora.


Major Edward Alvar Murphy Jr. (11/01/18 a 17/07/90)
engenheiro aeroespacial panamenho


domingo, 12 de dezembro de 2010

Calor espanta até Papai Noel

Papai Noel escrevendo uma resposta ao blog: "Ho-ho-ho... sinceramente, acho que este ano não irei ao Brasil. Ô terrinha quente essa"
Odeio calor. Odeio mesmo. Gosto, no máximo, de um calorzinho, daqueles que amenizam o frio, não os que o espantam. Prefiro as blusas aos shorts ou às regatas. Sei lá, acho o frio mais lírico, mais poético, mais sentido de ser. Uma estação que parece pôr os ossos em seus devidos lugares. Ajeita o esqueleto e eterniza momentos. O frio me dá inspiração, vontade de fazer, de respirar, de ler, escrever, de comer e de dormir. Ah... o sono é amigo íntimo do frio com toda certeza, já o calor deve ser o cunhado chato.

Nesses dias que antecedem o Natal, dia em que nosso Senhor veio a este mundo para mostrar-nos o caminho da paz, do bem, o calor contrasta com esse espírito tão bondoso e generoso, tão humano e fraterno. Será que Jesus teria tido tanta paciência com seus discípulos, com os descrentes ou mesmo com seus carrascos romanos se vivesse o verão brasileiro? Ah. tenho minhas dúvidas se ele não teria saído de seu estado paciente e chutado o balde ao não conseguir dormir à noite de tanto calor... é de tirar a paciência de Jó, que também não teria, com certeza, ficado conhecido por esta virtude.

Enquanto a testa escorre o suor de ficar parado, na TV se vê a neve branquinha e geladinha caindo no céu americano. Dá uma inveja... vai ver é por isso que nas lojas de enfeites natalinos só se encontre papai noel com calça e casaco, assim como árvores e adereços regados a muita neve. Tomara que o Papai Noel não venho este ano. Coitado do véio... Melhor que fique por lá ao invés de passar calor aqui.

sábado, 11 de dezembro de 2010

O tempo passou e eu não vi

Pôxa, ninguém pra me avisar....
O blog completou 2 anos há quase um mês e ninguém pra me cutucar...
Bom, como é o costume na nossa pequena tribo situada a três léguas e meia de Bytecity, renovamos o layout, até pra começar o novo ciclo com mais disposição.
Espero que gostem dessa arquitetura mais expressionista pela qual optei.
Se não gostarem, tudo bem, eu não vou levar em conta mesmo. Rsrs.

Um beijo e um abraço para todos!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O bom e velho "Paz e Amor"

Revirando o baú (má oiiii), quer dizer, os meus arquivos esquecidos nos kbytes além da imaginação do meu processador Pentium, encontrei uma série de contos que escrevi durante os anos de faculdade de jornalismo em Bauru (a gente ainda falava em fita cassete, dá pra acreditar?). É estranho relê-los hoje, pois é um tanto imaturo ainda a forma como eu os escrevi, tanto na forma como no conteúdo, mas a ideia até que não era das piores. Eles foram publicados em um antigo sites de textos literários chamado Alessio´s Freak, de propriedade de um colega de classe de mesmo nome. Bom, resolvi tirar alguns deles do armário, que dizer, do diretório esquecido e republicá-los aqui. Espero que não odeiem muito...

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O bom e velho "Paz e Amor"

O calor não dá trégua. Há duas semanas que eu não consigo sair de casa à tarde por causa do sol. A temperatura deve estar beirando os quarenta, como exclama o embebecido locutor de amplitude modulada.


Grita, exclama, pede providências, culpa o governo, pede justiça e, em alguns momentos, chega a fazer apologia à justiça-com-as-próprias-mãos. Mas em meio a isso tudo, ele bem que acabou me dando a desculpa que eu precisava pra não ficar em casa esta noite: o filme Matrix. Ouvi boas recomendações, então vamos lá!
Dessa vez eu não corro o risco de ficar no chão. Hoje é o último dia de exibição, então chego pontualmente às dez. Mas este cinema deve estar de marcação comigo, agora ele me inventa de adiantar a sessão. Bem, como esta é a última sessão, o único jeito é entrar e deixar pra lá os cinco minutos iniciais do filme.

Consigo um lugar na última fileira. Estranho, estou sentindo falta de alguma coisa, já sei... minha pipoca! Prefiro ficar sem do que perder mais alguns minutos! Ops... meu remédio, era isso que estava faltando... se eu não tomo enxergo tudo sem cor, sem vida...

Pô, mas por que estão querendo pegar este cara? E essa moça? Como ela consegue fazer essas coisas?Putz, vai ficar muito difícil entender o filme...

- “It’s easy if you try...”

– Perdão, o que o senhor diss... Lennon?

– Então você perdeu o começo do filme?

– Você está vivo?

– É claro que sim. Ou você conversa com fantasmas?

– Mas, todos acham que você morreu baleado por aquele tiozinho fanático!

– Ah, nem me lembre disso! Esse tiozinho era um brincalhão! Ele atirou dardos com sonífero. Eu caí e adormeci. O tiozinho que prenderam era um outro que eu nunca vi mais gordo, mas você já viu... a polícia tinha que arrumar algum culpado e dar satisfações ao Estado e aos milhares de fãs...

– Mas então tudo aquilo não passou de uma fraude?

– Você quer saber a real mesmo? Eles fizeram comigo o mesmo que fizeram com Kennedy!

– E o que fizeram com Kennedy?

– Isso não importa agora. Você não quer entender o filme?

– Mas eu não estou conseguindo entender...

– OK, “imagine there’s no haven, there’s no hell bellow us... Imagine all the people living your lifes in peace...”

– Estou falando da sua morte, aliás, sua falsa morte.

– Olha aqui, se você não acredita em mim, tudo bem, mas me deixa assistir a esse filme! Você não percebeu que eu cantava a essência desse filme já nos anos 70? É uma realização pra mim!

– Puxa! É mesmo! Mas eu gostaria de tirar algumas dúvidas com você, porque isso não pode ficar assim John...

– Xiiiii... fica quieto cara!

– Custa você responder uma pergunta pra mim? Só uma Lennon. Meu, encontrar você num cinema não acontece todo dia... e também é uma realização pra mim...

– Ok, “you say hi, I say hello, you say why and I say I – DON’T - KNOW!”

– Por favor Lennon, me diz o que fizeram com você e com Kennedy.

– Nos fizeram conhecer Forest Gump, aquele idiota!

- Fala sério...

- Olha essa cena...

Na tela, Neil escolhia entre as duas pílulas. Na poltrona, agora vazia, de John Lennon, um bilhete com apenas uma frase: “All you need is love!”.
Compreendi naquele instante o que Lennon queria: viver em sua eterna filosofia de vida e mais nada, quer dizer, queria se ver livre de mim também. O filme? Ah, esse filme eu já vi. Depois pego em fita pra ver desde o começo.

sábado, 27 de novembro de 2010

Quem se atreve a me dizer...


Samba a dois
(Marcelo Camelo / Los Hermanos)

Quem se atreve a me dizer
Do que é feito o samba
Quem se atreve a me dizer

Não, eu não sambo mais em vão
O meu samba tem cordão
O meu bloco tem sem ter
E ainda assim
Sambo bem a dois por mim
Bambo e só mas sambo sim
Sambo por gostar de alguém
Gostar de

Refrão:
Me lave a alma
Me leve embora
Deixa ver samba no peito de quem

Quem se atreve a me dizer
Do que é feito o samba
Quem se atreve a me dizer

Quem, me ensinou a te dizer
Vem que passa o teu sofrer
Foi mais um que deu as mãos entre nos dois
Eu entendo o seu depois
não me entenda que por mal
Mas pro samba foi vital
Falar de

Refrão:
Me laça a alma
Me leva agora
já que um bom samba não tem lugar

Nem se atreva a me dizer
do que é feito o samba
nem se atreva a me dizer

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A vida amarga de docente



Tem dias que chega ser apavorante entrar em uma sala de aula para tentar ensinar alguma coisa aos alunos. Principalmente quando o tempo está quente. Sei que são crianças e necessitam de movimento. Mas também sei que necessitam de conhecimento e pra isso precisam parar, por alguns instantes, sentados na carteira. Fenômeno conseguido apenas aos gritos em uma 5ª série. Você pode até pensar que é capaz de controlar uma classe com 37 alunos só na conversa, mas a prática é bem diferente, pode acreditar!
Mas nem todos os momentos são ruins. Há aqueles que te fazem rir, como na correção das provas. É cada absurdo que as gargalhadas escorrem pelo rosto de uma vez.

A pergunta: de que tipo é o adjetivo azul-marinho?
A resposta: do tipo escuro.
A pergunta: na oração "Deus é bom, mas castiga de vez em quando", o substantivo presente é simples ou composto, por quê?
A resposta: é simples, porque o castigo é só de vez em quando.
A pergunta: amor é um substantivo concreto ou abstrato?
A resposta: concreto, porque o amor a gente sente.
A pergunta: na oração "Teimaram em fazer a festa", o sujeito é indeterminado ou inexistente?
A resposta: insistente.

E assim segue a humanidade... enquanto os alunos da rede pública são aprovados automaticamente com respostas assim! E o salário... ó...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Só um...

Um olhar. Uma retribuição. Uma vontade. Um nascimento. Um menino. Um pai ausente e inexistente. Uma mãe mais do que presente. Um presente de mãe. Um sonho. Uma escola. Um vestibular difícil. Uma aprovação consagrada. Um trote. Uma viagem. Uma república. Uma galera. Um ideal. Um diploma. Um estágio? Um não na cara. Uma despedida. Uma volta ao lar. Um mercado de trabalho competitivo. Um balde de água gelada. Um teste. Um emprego. Um fardo para carregar. Um patrão indiferente. Um mês sem salário. Um bimestre sem salário. Uma desculpa esfarrapada. Um expediente para cumprir. Um chefe gente fina. Uma amiga mais que amiga. Um namoro. Um fim. Uma chefe ciumenta. Uma briga. Uma advertência. Uma estagiária. Um novo dilema. Um novo olhar sobre a vida. Uma frustração. Um casamento. Um recomeço. Uma liminar. Um julgamento no Supremo. Uma decepção. Uma profissão jogada ao relento. Um pé-na-bunda sem direito a nada. Um processo a perder de vista. Um convite. Uma rádio. Uma atividade diferente. Um mês. Uma amiga. Um novo jornal. Um novo chefe. Um pesadelo. Uma dispensa mais do que esperada. Uma comemoração íntima, apesar do desemprego. Um concurso público. Uma aprovação. Uma espera angustiante. Um freela rapidinho. Um dinheirinho suado. Uma nova saída. Uma escola. Uma classe. Um professor. Uma nova profissão. Um começar difícil. Um pisar em ovos. Uma satisfação. Uma insatisfação. Uma segunda faculdade. Um novo ramo. Uma nova universidade. Uma média acima da esperada. Um novo objetivo. Uma empresa. Uma esperança. Uma jornada tripla. Um ano tão corrigo e cansativo como nenhum outro.

Um beijo e um abraço a todos!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Gosto do A ao Z...

Não gosto de fim. Gosto de começo. Gosto do primeiro bocado, quando a boca ainda saliva, ao invés do último quando a saciedade já toma conta d'alma. Gosto do primeiro beijo quando o coração dispara e não do último quando ele se quebra. Gosto do prazer em conhecer, mas não do até um dia. E por falar em dia, gosto do bom dia ao invés do boa noite.
Gosto do oi, não do tchau. Gosto do nascer, não do pôr-do-sol, se bem que também é fascinante, embora melancólico. Gosto do amor à primeira vista, não do amor adquirido pela convivência. Gosto do sexo feito de improviso ali mesmo onde a vontade acontece, não do planejado e mecanizado. Gosto do hoje e do ontem, mas do futuro não sei se vou gostar. Aliás, gosto muito do início de tudo, da gênese, e detesto na mesma medida o apocalipse, prefiro esperar que a história ganhe o Oscar ao invés de concorrer com os dias maravilhosos que ainda hão de vir.
Gosto do primeiro gole, não da última gota, que deixa saudade. Gosto do réveillon mais do que o Natal, pelo menos no que se refere ao fim do calendário. Gosto de janeiro e abril, ao inves de novembro e dezembro. Gosto dos primeiros quilômetros de uma longa viagem que os últimos metros de um passeio curto. Gosto, em geral, das primeiras músicas de um CD que a última faixa que encerra o trabalho tão dedicado daquela banda que quis agradar-me. Gosto do vinho ainda verde, com o sabor da uva não adormecida pelo carvalho a um líquido maduro e encorpado que dá o tom da idade. Gosto de Dó bem mais que do de Si. Gosto da juventude porque me faz rir e gargalhar como um patife embebido pelo desconhecido que a tenra idade e seu apelo choroso de memórias encantadas. Gosto das primeiras gotas de um banho quente, que as últimas de uma saída para o frio. Gosto, enfim, do título de uma vida ainda a escrever que do ponto final da história que ficou escrita.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Vocês não vão acreditar...

A descoberta dos vírus deve-se a Dmitri Ivanowsky (em 1892), que, ao estudar a doença chamada ‘mosaico do tabaco’, detectou a possibilidade de transmissão da doença a partir de extratos de vegetais doentes para vegetais sadios, por meio de experimentos com filtros capazes de reter bactérias.
Mas, com a advento da informática a definição de vírus se tornou talvez até mais popular do que antes, quando estes seres infectavam "apenas" nossos organismos. Hoje, os malditos são capazes de não só causar dor e sofrimento, mas o que é pior, infernizam nossa vida mais do que se adquirissem o formato de qualquer doença.
Os rackers são um caso a parte. Até entre eles, já há uma separação entre os de renome e os desprezíveis. Os primeiros se detêm a invadirem grandes organizações, objetivando lucrar com a atividade ou na pior das hipóteses, causar transtornos de repercussão internacional.
Agora, quanto aos medíocres, ah esses dão um show quando o assunto é riso. São aqueles que tentam prejudicar as pessoas comuns, tentando espalhar vírus por meio de e-mails idiotas, num verdadeiro stand up comedy, aliás, num sit down comedy, porque pra mim não passam daqueles sujeitos que não se encontraram no mundo e ficam o dia inteiro na frente da TV ou do computador "pensando" em como ser "mau", embora o que consigam seja apenas parecerem idiotas.
Há algum tempo recebo e-mails que até uma criança saberia que se trata de vírus. Olhem alguns exemplos e vejam se não dá vontade de rir:

1- Depósito de dinheiro em sua conta bancária. Clique aqui para ver detalhes. (desde quando banco manda confirmação de depósito? "Beleza, algum mané depositou na minha conta por engano, uhuuuu, ai viado, é vírus! Mas que m...")
2- Nossa foto. Faz tempo, mas não me esqueci de você. Olha a nossa foto aí, bebê! (putz, essa é pra pegar otário carente, mas daqueles bem carente mesmo! "Hummmm, por nome não conheço, mas de repente pode ser alguém que não vejo faz tempo... vagaba filha da mãe... é vírus!")
3- O pai é dono de padaria, mas a filha é quem queima a rosca. Será que nessas horas, um pai se orgulha da filha? (essa é pra aqueles internautas com muitas espinhas na cara! Olha o pelinho na palma da mão, rapaziada! "Nossa, essa não perco por nada... será que conheço a piranha? Pqp, me fo...")
4- Estou recorrendo à minha lista de contatos para arrumar emprego. Clique aqui para baixar meu currículo. (essa já apela para a solidariedade da galera. "Pô, coitado do Zé, tá precisando de uma força, vamos ajudá-lo... ai fdp, é vírus!" rsrs)
5- Quem avisa amigo é. Estão te traindo... Clique aqui e veja as fotos! (essa é pra corno que tem vocação pra ser corno, pois até quando não é, quer ser. "De novo não... dessa vez eu não vou perdoá-la, não vou... ufa, era só um vírus que vai acabar com meu disco rígido, menos mal" rsrs)
6- E uma das mais novas: Padre pedofilo e flagrado abusando de coroinha na paroquia. Depois disso continuem Indo a Igreja. (essa é destinada aos ateus e aos católicos mais fervorosos. "Ah sabia que alguém ia acabar filmando, vamo ver se o padreco também faz contramão... putz, isso que é sacanagem, cavalo de tróia fdp")

É ou não é um show de comédia esse tipo de vírus?
Um abraço a todos.

PS: se você entrou neste blog pra ler este post já foi infectado por um vírus sem cura! O vírus da curiosidade. rsrsrs

domingo, 10 de outubro de 2010

Uma vida inteira...

Quando se chega aos 33 anos, não por coincidência, percebe-se que uma vida inteira teria passado caso não fôssemos persistentes em continuar respirando fundo e acreditando na capacidade criativa que a vida tem de nos surpreende a cada dia. E, aos 33 anos, dando uma pequena viradinha de cabeça, não muito a ponto de deslocar o ombro, dá pra ver quantos fatos e quantas pessoas passaram por mim e que, de algum modo, fizeram parte da minha vida, me fazendo chorar, rir, amar e me emocionar, mas sobretudo, crescer.
Alguns eu nunca mais vi, outros vez por outra andam a cruzar meu caminho estreito, o que não raro me deixa satisfeito. Adoro rever pessoas importantes para mim.
Uma dessas é o meu irmão mais novo, irmão de vida, da vida de república, em Bauru, o Rafael, que se transformou no Charlie ao longo dos quatro anos de Unesp. Aprendi e aprendo muito com a intelectualidade dele, assim como sua visão da vida, em constante mutação... pudera, vive pensando!
Outra é o meu irmão mais velho de vida, que ele não me ouça, o senhor Ronaldo, que entrou na minha vida a ponta-pés e me fez rever muitos pontos de minha impaciência ariana. Ensinou-me com isso a ser mais que um bom jornalista, mas um homem de negócios, com olhos no céu do futuro e com os pés no chão de hoje. É claro que ele ainda tem que entender que não sabe tudo, e que eu também tenho muito a ensinar-lhe... mas eu espero esse dia chegar!
São tantas pessoas, que eu ficaria muito tempo descrevendo-as, como minha amiga de profissão Paulinha Mestrinel (exemplo de gentileza e poetiza), sim Paula, meu nome é Carlos Gustavo (rs) e eu colecionava selos, mais para apreciar seus desenhos que para negociá-los; Kadija Rodrigues (exemplo de persistência, batalhadora incansável); Nilson Cologni (fotógrafo excepcional e generoso, bondade em pessoa); Flávio Buzanelli (quase um pai pra mim, grande advogado e contabilista, que certa vez me disse: se for para ganhar muito dinheiro nessa vida, que seja honestamente, do contrário não valerá a pena), e tantos outros quantos os dias alegres em minha vida, os quais não foram tantos quanto eu gostaria, mas que também não foram tão poucos a ponto de os colecionar como os meus selos!
E acho que deve ser assim mesmo... vivendo e aprendendo, sonhando em ser mais e mais e mais. Mais humano principalmente.